Quem somos
O Instituto Nacional de Ancestralidade Genômica Brasileira – AncesGen nasce com um propósito central e estratégico: atuar diretamente na redução de desigualdades estruturais na produção e na aplicação do conhecimento científico no Brasil, na genômica e áreas correlatas.
O Instituto tem como Coordenador o Dr. Eduardo Tarazona-Santos, professor titular do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e como Vice-Coordenadora a Dra. Maria Cátira Bortolini, professora titular do Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Em um país marcado por profunda diversidade genética e por uma histórica sub-representação de populações indígenas e com ancestralidade continental diversa, como a brasileira, nos grandes estudos genômicos internacionais, o AncesGen surge para ajudar a corrigir essa assimetria, assegurando que os avanços da genômica e da medicina de precisão, dentre outros, sejam efetivamente inclusivos, socialmente responsáveis e cientificamente robustos.
Ao enfrentar de forma sistemática a lacuna decorrente da sub-representação da diversidade genética brasileira na era dos estudos genômicos, especialmente em comparação com outros países, o Instituto fortalece a soberania científica nacional e amplia a qualidade, a robustez e a aplicabilidade dos achados.
Esses resultados passam a refletir de maneira mais fiel a complexidade e a heterogeneidade da população brasileira, contribuindo de forma qualificada para a formulação de políticas públicas de saúde mais justas e baseadas em evidências. Essa atuação busca integrar, de forma interdisciplinar e inovadora, a extraordinária e diversa ancestralidade presente na população brasileira às abordagens em saúde, bioinformática, ciência de dados e medicina evolutiva.
A trajetória que culmina na criação do AncesGen tem raízes profundas em décadas de pesquisa desenvolvidas em instituições de referência nacional, como é o caso da UFMG e UFRGS.
Destacam-se, nesse percurso, o Laboratório de Diversidade Genética Humana (LDGH) da UFMG e o Laboratório de Evolução Humana e Molecular (LEHM) da UFRGS, este último fundado pelo eminente geneticista Francisco Mauro Salzano, cuja atuação pioneira foi decisiva para a consolidação dos estudos de genética evolutiva e de genética de populações humanas no Brasil.
Pesquisas conduzidas no LDGH, incluindo aquelas lideradas pelo Prof. Sérgio Danilo Pena (UFMG), estabeleceram bases sólidas para a compreensão da diversidade genética das populações brasileiras e de sua dinâmica de mestiçagem.
Com o apoio de uma ampla rede de colaboradores e a formação de sucessivas gerações de estudantes e pesquisadores, esses esforços projetaram o Brasil como referência internacional na área, constituindo o alicerce científico, institucional e formativo sobre o qual o AncesGen se estrutura.
Nessa nova trajetória, diversos pesquisadores passaram a integrar o AncesGen como colaboradores estratégicos, entre os quais se destaca o Dr. Márcio Dorn, Diretor do Centro de Biotecnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, professor associado nível III do Departamento de Informática Teórica do Instituto de Informática da UFRGS.
Sua atuação à frente do desenvolvimento de ferramentas avançadas de bioinformática, com forte ênfase em métodos de aprendizagem de máquina e inteligência artificial, tem sido fundamental para conectar grandes volumes de dados genômicos a fenótipos complexos.
Além disso, sua experiência na tradução de descobertas científicas em inovação tecnológica fortalece a capacidade do time do AncesGen de gerar soluções computacionais robustas, escaláveis e alinhadas às demandas contemporâneas da sociedade, ampliando o impacto científico e aplicado das pesquisas desenvolvidas no âmbito do Instituto.
Assim, o AncesGen projeta-se como um polo de referência internacional em genômica de populações humanas, integrando esse campo a abordagens comparativas com outros primatas.
Sustentado por uma rede científica ampla, colaborativa e inclusiva, o Instituto reafirma seu compromisso com a produção de conhecimento de alta complexidade e com a sociedade brasileira, pautando suas ações pela excelência científica, pela responsabilidade social e pela relevância pública.